ETNOTURISMO

Embratur e MDIC discutem etnoturismo como forma de fortalecer comunidades indígenas e proteger a Amazônia

Agência integra comitê gestor de projeto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para fomentar e promover rotas de etnoturismo na Amazônia; iniciativa pode beneficiar toda a Região Norte
Renato Vaz/Embratur
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, com o secretário da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg

20/12/2023 – O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, recebeu, nesta quarta-feira (20), o titular da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg, para tratar do turismo de base comunitária e do Programa Rotas de Etnoturismo da Amazônia, de iniciativa da pasta.

A prática do etnoturismo como caminho para promover autonomia, desenvolvimento e fortalecimento cultural de comunidades indígenas, a proteção ambiental e ainda reposicionar o Brasil no debate internacional sobre mudanças climáticas é uma pauta convergente entre o MDIC e a Agência, que já vem articulando iniciativas com lideranças indígenas. 

Freixo e Rollemberg discutiram a importância do etnoturismo e a consolidação do comitê gestor do programa desenvolvido pelo MDIC, que também envolve o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério do Turismo e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O MDIC já havia sondado a Embratur sobre a possibilidade da Agência executar parte das ações do programa.

No encontro, Freixo destacou que o turismo é uma saída econômica promissora para a Região Norte, com potencial para atender municípios e as comunidades indígenas. De acordo com o presidente da Embratur, seria uma maneira de garantir que a Amazônia preservada se transforme em fonte de renda, geração de emprego e desenvolvimento para toda a população, incluindo as comunidades indígenas. 

“Essa é uma das prioridades desse governo, e uma diretriz do presidente Lula. A gente quer fortalecer as comunidades dos povos originários e a nossa parceria com o Ministério dos Povos Indígenas, Ministério do Turismo, com o MDIC e com a Funai é sólida e vem para materializar essas prioridades estabelecidas pelo presidente da República, que é levar desenvolvimento econômico, social, cultural, e fortalecer a sócio-bioeconomia em todas as regiões do país”, afirmou Freixo.

A parceria é estratégica também porque a estruturação de produtos e experiências que tenham o turismo comunitário e o etnoturismo em comunidades indígenas da Amazônia ajudarão a promover o Brasil, também, durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-30), que acontecerá em novembro de 2025, em Belém (PA). É, ainda, uma forma de posicionar o turismo como importante ferramenta de desenvolvimento sustentável.

Demanda crescente
Participaram do encontro com Freixo e Rollemberg a diretora de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Jaqueline Gil, e o coordenador de cadeias produtivas da Secretaria de Economia Verde do MDIC, João Francisco Araújo. Jaqueline Gil lembrou que a experiência que a Embratur vem tentando desenvolver já trouxe resultados positivos para povos originários de outros países. 

A diretora ressaltou, ainda, que o etnoturismo é uma demanda crescente no mundo. “A gente vê esse movimento muito bem estruturado em países como Canadá, Noruega e Nova Zelândia, que as suas comunidades indígenas se organizaram para se tornarem empreendedores do turismo indígena, e empreendedores com os valores do conhecimento da cultura indígena no coração, e hoje temos uma série de casos de sucesso de comunidades que seguiram no êxito que eles mesmos trilharam”, afirmou.

“E o turismo não só compartilha conhecimento com a sociedade não-indígena, como é um meio fortíssimo dessa comunidade se fortalecer e financiar a educação dos jovens. Na Nova Zelândia, que é o caminho que eu conheço bem, muitos desses jovens estudam, fazem mestrado e doutorado, e continuam na liderança de negócios de turismo porque é uma máquina muito forte que abastece a cultura, a arte, a história e toda sua conexão com a natureza, como era na ancestralidade”, completou.

 

Parcerias para mais voos

A Embratur está reconectando o Brasil ao mundo com parcerias entre estados, municípios, aeroportos e companhias aéreas. Em ação nunca antes vista no país, junto com os Ministérios do Turismo e de Portos e Aeroportos, criamos o PATI, um programa voltado para atrair voos internacionais para o nosso país, ampliando assentos e conectividade. Ao final de 2025 vamos ter quase 8 milhões de assentos a mais do que tínhamos em 2022. Um aumento de 80%. É o Brasil voando mais alto e mais longe no cenário global! 

Mais empregos sustentáveis

A Embratur conecta o Brasil ao mundo valorizando destinos que cuidam do meio ambiente, das culturas locais e das comunidades. Com base nos princípios ESG, mostramos um Brasil autêntico e regenerativo. conectamos conservação ambiental, regeneração da biodiversidade e experiências transformadoras em parceria com a SOS Mata Atlântica. Somos parceiros na recuperação de corais no mar de Alagoas, junto com a Biofábrica de Corais. Já compensamos 1.200 toneladas de CO₂ e seguimos inovando com ações que deixam um legado positivo e inspiram um novo olhar para o turismo brasileiro.

Foco no microempreendedor

Acreditamos no turismo que transforma vidas! Em parceria com o Sebrae, a Embratur trabalha para impulsionar microempresas e microempreendedores, gerando empregos e renda, fortalecendo comunidades e impulsionando o desenvolvimento local. O projeto Feel Brasil é um grande exemplo dessa missão. Promovemos experiências autênticas e sustentáveis em destinos icônicos, de todos os estados do país. Para nós o turismo não é somente sobre quem viaja, mas principalmente sobre quem recebe os visitantes. Esse é o turismo que movimenta a economia e que gerou mais de 114 mil empregos formais somente no primeiro semestre de 2025.

Inovação tecnológica

O futuro do turismo é agora! Com o EmbraturLAB, nosso laboratório de inovação, implementamos ações e projetos para acelerar a transformação digital do setor turístico, aproximando o trade das maiores tecnologias do mundo.  Em parceria com bigtechs como Google e TikTok, disseminamos conhecimento digital e impulsionamos negócios. Já aceleramos 40 startups em 11 programas de inovação aberta, buscando tecnologias que modernizam empreendimentos do nosso setor turístico e transformam a experiência do turista no Brasil.

Brasil nas telas

O Brasil está conquistando o mundo com o turismo de telas! A Embratur aposta no poder do audiovisual para promover o país no exterior, conectando destinos. Em parcerias com gigantes como a Netflix, potencializamos o turismo por meio das produções audiovisuais brasileiras. Com o edital Brasil com S, que chega à segunda edição com foco na Amazônia, mostramos o Brasil como cenário de histórias que valorizam o nosso país e atraem aqueles que buscam por experiências inesquecíveis. Também atuamos junto à indústria de games, unindo turismo, inovação e economia criativa para atrair novos públicos.

Big data + IA

Promoção com dados, estratégia e resultados! Uma robusta e avançada estrutura de inteligência de dados, montada pela atual gestão, conduz o trabalho da Embratur. As estatísticas, atreladas a aplicações de inteligência artifical, são fundamentais na definição de estratégias da promoção internacional. Os estudos dos dados guiam a utilização das nossas ferramentas de promoção como press trips, famtours e campanhas. Somos pioneiros e referência na América Latina em estratégia! Um trabalho reconhecido por entidades internacionais, como a ONU Turismo e o World Travel & Tourism Council: WTTC.